top of page

Tema da Quadrilha Pôr-do-sol 2017.

  • 18 de mar. de 2017
  • 4 min de leitura

Equus africanus asinus é uma subespécie de mamíferos perissodáctilos cujo nome popular é asno ou burro, jumento, jegue, jerico ou ainda asno-doméstico. De tamanho médio, focinho e orelhas compridas, é utilizado desde a Pré-história como animal de carga. Os ancestrais selvagens dos asnos foram domesticados por volta de 5. 000 a.C., praticamente ao mesmo tempo que os cavalos, e desde então tem sido utilizados pelos homens como animais de carga e montaria. No Brasil, o termo "jumento" pode designar não a espécie Equus africanus asinus, mas o cruzamento entre essa espécie e a Equus ferus caballus (cavalo) quando resulta num animal de gênero macho, aquilo que em Portugal se designa como "macho"; quando esse mesmo cruzamento resulta num espécime fêmea, é designado como "mula". Os juementos classificam-se dentro da ordem dos Perissodáctilos, e à família Equidae, à qual também pertencem os cavalos, pertencendo ambos a um único gênero, os Equídeos (Equus). Sua origem está ligada a Abissínia, onde era conhecido como onagro ou burro selvagem. O jumento é, desde tempos remotos, simultaneamente utilizado no meio rural para auxiliar nas tarefas agrícolas e para transporte. Há séculos que é feito o cruzamento entre asno e cavalo, de que resulta um híbrido denominado muar ou mu, com características de ambas as raças: robustez, capacidade de adaptação a caminhos acidentados e a meio ambiente adverso, docilidade; pernas mais longas e, portanto, maior velocidade, maior facilidade de treino. A palavra "asno" é derivada do termo que designa esse animal em latim, asinu, e que também é usada em seu nome científico para designar a subespécie doméstica. Os termos, também latinos, que designam seu gênero e espécie, Equus africanus, significa literalmente cavalo africano. As palavras "burro" e "burrico", por sua vez, são derivações regressivas do latim burricus, que significa pequeno cavalo. A origem do termo "jegue" é controversa, mas segundo algumas fontes tem origem no termo inglês jackass. Jackass foi formado de duas palavras: jack, aqui servindo apenas para indicar o sexo masculino do animal (Jack é apelido ou diminutivo de John e serve para designar um homem qualquer); ass, burro. Em Portugal e Angola, tal como no Brasil, chamar jumento a alguém é uma ofensa. Um indivíduo jumento é um indivíduo pouco inteligente, estúpido, teimoso, ignorante, com pouco entendimento, sem conhecimento geral nem criatividade. No Brasil, é famosa a expressão ideia de jerico, sendo "jerico" um regionalismo para jegue, também usado em Portugal. O antigo convívio com a espécie humana traz uma grande número de referências culturais na literatura e no folclore popular. As Fábulas de Esopo usam a figura do burrinho para representar os humildes. Apuleio tem uma obra intitulada O Asno de Ouro. Foi por muito tempo o símbolo da ignorância, como em "Sonhos de Uma Noite de Verão", de Shakespeare. Pinóquio é outro exemplo de fábula onde um menino mau é transformado num burrico. Aparece diversas vezes na iconografia cristã, como na fuga para o Egito e no Domingo de Ramos, quando Jesus entrou em Jerusalém montado em um jumento. Os veículos (motorizados), por piores que sejam, são mais rápidos, agüentam mais peso e não empacam (mais enguiçam), portanto substituíram o Jumento na lida diária. Prefeituras e estados destacam em grupos para recolher os jegues sem dono que vagam pelas vias urbanas. Na caatinga, o que era uma grande vantagem virou problema. O jumento sobrevive nas situações mais difíceis. As pessoas se desfazem dele, mas ele fica vadiando pela cidade e invade as lavouras. Os bichos capturados são levados para o interior dos estados, onde são vendidos a preço de banana. Outras prefeituras são menos politicamente corretas – na calada da noite enchem carretas com jegues para abandoná-los na cidade vizinha, que fará o mesmo no dia seguinte. No Rio Grande do Norte, houve cidades mais radicais: proibiu a entrada de jumentos. Nas entradas da cidade, pôs guaritas com PMs para bloquear os quadrúpedes invasores. Nas capitais, os burros praticamente desapareceram. Em Salvador, só existem na periferia, geralmente usados por pequenas lojas de material de construção. Em 1967, havia 2,7 milhões de jumentos no Nordeste. Hoje, existem apenas um milhão. No sertão, o preço de uma galinha poedeira é de R$ 7,00 enquanto um Jumento pode ser comprado por apenas R$ 1,00. Não é a primeira vez que o bicho está ameaçado. Na década de 60, sua carne passou a ser exportada para a França e o Japão, onde é bastante apreciada, e o número de animais caiu pela metade em sete anos. “Tivemos de fazer uma campanha de conscientização para evitar que eles acabassem”, reclama Fernando Viana Nobre, presidente da Associação Brasileira de Criadores do Jumento Nordestino. Mas a atual crise é pior, explica outro defensor do animal, o padre cearense Antonio Batista Vieira, de 83 anos, autor do livro O Jumento, Nosso Irmão, que inspirou até música de Luiz Gonzaga. “Antes as pessoas encontravam um jegue solto na rua e já queriam vender para o matadouro, agora, eles ficam aí, abandonados. É muito triste.” Ele explica que os bichos já não servem nem para a exportação, porque o mercado globalizado agora compra jegues africanos, ainda mais baratos que os brasileiros. Para defender o bicho, o padre Vieira coordena, há 30 anos, o Clube Mundial dos Jumentos, que já recebeu apoio até da atriz e ecologista francesa Brigitte Bardot. “A situação é triste porque tudo o que existe neste Nordeste foi feito no lombo do jumento”, ecoa Viana. O poeta popular Patativa do Assaré homenageou o companheiro eqüídeo no poema “Meu Caro Jumento”. Em Santana do Ipanema, em Alagoas, a estátua de um jumento na entrada da cidade homenageia o bicho que buscou água no poço local antes da chegada das bombas d'água. Em Panelas, em Pernambuco, faz um festival que inclui corrida de jegues e uma cerimônia na qual o animal vencedor é coroado Rei da Cidade. Não podemos aqui discutir ou modificar comportamentos culturais, econômicos e nem tão pouco contestar publicações cientificas e jornalísticas, não temos esse poder, podemos sim, é transmitir a verdadeira visão que os ensinamentos possam contribuir, sobretudo com o tema a ser trabalhado, independente de sua regionalidade. É nesse diapasão que se embasa o tema a ser trabalhado pela QUADRILHA JUNINA PÔR-DO-SOL do Município de Mulungu/CE, neste ano de 2017.


 
 
 

Comentários


Posts em Destaque
Verifique em breve
Assim que novos posts forem publicados, você poderá vê-los aqui.
Postagens recentes
Pesquisar por Tags
siga.
  • Facebook Clean
  • Instagram Clean
  • White YouTube Icon

E-mail: pdsassociacao@outlook.com
Tel.(85) 992617592 – 992156988

     Rua Santa Inês, 357, Centro, Mulungu-CE
     CEP:62764-000
     CNPJ: 12 .141.014/0001-04

bottom of page